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Luís Silveirinha

BRAÇOPERNA44

Subtil e clara luz, 2025
Guache sobre papel,
100 x 70 cm.

Luís Silveirinha (Portugal, 1968) “…Estas plantas são pontos de transição, estados de devir que reagem à luz que lhes incide. Antecipam-se à linguagem e à visão: são experiências formais que pouco devem à botânica e que se afastam de uma qualquer catalogação – tudo aponta para uma ideia de natureza que acaba por ser mais cara ao corpo do que ao campo. Bachelard falava-nos da imaginação material que aqui tão bem se espelha – a imagem matricial é preterida em função destas novas imagens que habitam o artista e que ganham materialidade pelas suas mãos. Sucedem-se, não se repetem, e formam um cinetismo deveras infinito. Cada desenho parece surgir de um silêncio anterior, como se fosse o produto de uma escuta paciente da matéria. É como se assistíssemos a um momento de formação, ao instante anterior à eclosão. Uma tentativa de captar o pulsar invisível que antecede a forma…” – Daniel Madeira

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