Mariana Barrote
LEHMANN
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Do espanto (gozo transformista), 2025
Tinta da China sobre papel Fabriano Torchon 270g
50 x 70 cm.
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O trabalho de Mariana Barrote (1986, Fão) está enraizado nas artes visuais, com ênfase na interseção entre desenho, pintura e vídeo-performance, centrando-se na produção de imagens do corpo a partir da deriva da morfologia humana e artifícios culturais, da imaginação corpórea e da reinterpretação de dados visuais anacrónicos. O seu trabalho tanto figura como incorpora corpos excessivos, assente na gestualidade e em diálogo com um universo mítico e visceral, por meio de memórias culturais e filogenéticas.
Mariana é doutorada em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (PT), onde desenvolveu a tese «Corpo a Corpo — transformismos imaginários», financiada pela FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia). Concluiu anteriormente a licenciatura em Pintura (2014) e o mestrado em Desenho (2020) na mesma instituição.
O seu trabalho integra coleções públicas e privadas, incluindo a Coleção Norlinda e José Lima (São João da Madeira), a Coleção de Arte Contemporânea do Município de Lisboa, a Coleção Municipal de Arte do Porto e o Museu de Aveiro / Santa Joana (Aveiro). Recentemente, foi finalista do Prémio FLAD de Desenho 2024, da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (SNBA, Lisboa).
Além da sua prática autoral, ilustrou o livro Paralaxes: Histórias do Comum (Porto Design Biennale e ESAD-Matosinhos, 2025). Destaca-se ainda a participação no filme A Dança do Cipreste (2020), de Mariana Caló e Francisco Queimadela, no qual figurou no papel de si mesma, além de assinar desenhos e o figurino.
