Pedro Cabrita Reis
GALERIA MIGUEL NABINHO
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Ondas #35, 2025
Barra de tinta a óleo na tampa da caixa de charutos
11 x 24,5 cm (31,3 x 41,3 cm framed)
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Pedro Cabrita Reis nasceu em 1956 em Lisboa, cidade onde vive e trabalha atualmente. O seu trabalho tem vindo a ser reconhecido internacionalmente, tornando-se crucial e decisivo para o entendimento da escultura a partir de meados da década de 1980. A sua complexa obra caracteriza-se por um discurso filosófico e poético idiossincrático, abrangendo uma grande variedade de meios: pintura, escultura, fotografia, desenho e instalações compostas por materiais industriais, achados e objectos manufacturados. Ao utilizar materiais simples submetidos a processos construtivos, Cabrita recicla reminiscências quase anónimas de gestos e acções primordiais repetidos no quotidiano. A complexa diversidade teórica e formal da obra de Cabrita procede de uma reflexão antropológica, contrária ao reducionismo do discurso sociológico. De facto, é nos silêncios e nas indagações que a obra de Cabrita assenta e se constrói. Pedro Cabrita Reis participou em exposições internacionalmente consagradas, como a Documenta IX e XIV em Kassel em 1992 e 2017, a 21ª e 24ª Bienais de São Paulo, respetivamente em 1994 e 1998, no Aperto da Bienal de Veneza em 1997. Em 2003, representou Portugal na Bienal de Veneza, em 2013 apresentou “A Remote Whisper”, 55ª Bienal de Veneza e participou na Xème Biennale de Lyon, “The Spectacle of the Everyday”, Lyon, 2009. Em 2022 Cabrita apresentou nas Tuileries “Les Trois Grâces” encomendado pelo Museu do Louvre, e por ocasião da 59ª Bienal de Veneza Cabrita Reis apresenta “Campo” na Chiesa di San Fantin.
