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Colóquio Linhas paralelas: novos Museus e Centros de Arte Contemporânea em Espanha e Portugal

DRAWING ROOM Lisboa
Sociedade Nacional de Belas-Artes, 23 de outubro de 2026, 18h00 *

Este colóquio apresenta três novas iniciativas museológicas através dos seus responsáveis e criadores. Surgidas recentemente no âmbito da iniciativa privada, a espanhola Faro Santander junta-se às também recentemente inauguradas instituições portuguesas MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, em Lisboa, e MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea dst, em Braga.
Estas iniciativas refletem uma renovação dos modelos museológicos dedicados à arte contemporânea que se consolidaram nas instituições públicas durante as décadas de 1980 e 1990, propondo abordagens mais híbridas, flexíveis e adaptáveis. A recuperação de edifícios históricos e a criação de novos equipamentos culturais em territórios periféricos constituem alguns dos objetivos centrais destes museus e centros de arte, que têm origem em relevantes coleções privadas ou corporativas. Através de programações dinâmicas, privilegiam não apenas a exposição, mas também a produção, a investigação e a experimentação artística.

APRESENTAÇÃO:
Luis Prados Covarrubias. Conselheiro Cultural e Científico. Embaixada de Espanha em Portugal
MODERADOR:
Vera Cortês. Galerista
INTERVÊM:
Armando Martins. Empresário e Fundador do MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, em Lisboa
Helena Mendes Pereira. Diretora geral e Curadora do MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea dst, em Braga
Ana Botella. Diretora de Programas do Faro Santander, em Santander

*A conversa decorrerá em português, espanhol e portunhol.

Apoio: EMBAJADA DE ESPAÑA EM PORTUGAL

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Vera Cortês. Galerista
Vera Cortês (Lisboa, 1971) é galerista portuguesa de arte contemporânea com mais de 25 anos de experiência no setor cultural, onde colaborou em diversos projetos, produzindo exposições, catálogos e outras produções editoriais.
Em 2003, fundou a Vera Cortês Art Agency, dedicada ao desenvolvimento de projetos de artistas emergentes. Em 2006, este modelo singular transformou-se na Galeria Vera Cortês que opera desde então como galeria comercial, participa nas principais feiras de arte contemporânea e representa atualmente 17 artistas nacionais e internacionais e, mais recentemente, o Estate de Ana Vieira.
Vera Cortês presidiu, entre março de 2025 e março de 2026, à EXHIBITIO – Associação Lusa de Galeristas, cargo no qual se destacou pela defesa do setor galerístico português, nomeadamente na campanha pela redução do IVA sobre a comercialização de obras de arte. Participou nos Comités da ARCOmadrid entre 2017 e 2026 e da Art Brussels desde 2024.

Armando Martins. Fundador do MACAM e Empresário
Nascido em Penamacor, em 1949, Armando Martins é Presidente e CEO de várias empresas do Grupo Fibeira, com atividade nos setores imobiliário, hoteleiro e de serviços. Licenciado em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico, começou a colecionar arte em 1974, dando gradualmente forma ao que é hoje reconhecido como a Coleção Armando Martins. Inicialmente centrada na arte moderna e contemporânea portuguesa, a coleção expandiu-se posteriormente, passando a integrar obras de destacados artistas internacionais, como Thomas Ruff, Marina Abramović e Olafur Eliasson.
Armando Martins foi distinguido com o Prémio “A” ao Colecionismo (Fundación ARCO, 2018), o Prémio Colecionador (Associação Portuguesa de Museologia, 2021), o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (Presidência da República, 2025), e a Medalha de Mérito Cultural (Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, 2026). O seu projeto mais recente é o MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins –, um projeto cultural único que nasce da sua coleção privada e propõe uma nova forma de viver e experienciar a arte, reunindo num mesmo lugar um museu, um hotel e uma programação cultural diversificada.

Helena Mendes Pereira. Diretora geral e Curadora do MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea dst
Helena Mendes Pereira (Vila Real, 1985) Vive em Braga. Desenvolve a sua atividade profissional, desde 2007, como gestora cultural, curadora, professora e investigadora em políticas culturais e práticas artísticas contemporâneas.
Licenciou-te em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto; frequentou a especialização em Museologia (FLUP) e a pós-graduação em Gestão das Artes da Universidade Católica Portuguesa. É mestre em Comunicação, Arte e Cultura pela Universidade do Minho e Doutora em Ciências da Comunicação pela mesma instituição, com uma tese intitulada “A curadoria (expandida) como processo de comunicação da Arte Contemporânea”.
É, desde janeiro de 2017, diretora geral e curadora da ZET, galeria de arte com espaços de exposição em Braga e Lisboa e também diretora geral e curadora do MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea dst, inaugurado em abril de 2026.
Foi a primeira diretora artística mulher da Bienal Internacional de Arte de Cerveira, organizada pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira, tendo colaborado com esta instituição, como mediadora e curadora freelancer desde 2007 e até 2024.
Coordenou o AMIArte – Núcleo de Ação Cultural da Fundação AMI, de 2016 a 2017.
Foi diretora executiva do Tempos Cruzados, área de programação de Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura, de 2010 a 2014.

Ana Botella. Diretora de Programas da Faro Santander
Ana Botella desenvolve a sua atividade na interseção entre a arte, o desenvolvimento institucional e a participação cívica
Desde maio de 2026, exerce o cargo de Diretora de Programas da Faro Santander. Entre 2021 e 2025, foi Diretora-Adjunta do CAM Gulbenkian, em Lisboa, onde codirigiu o processo de reabertura do Centro após uma significativa ampliação arquitetónica, acompanhando a implementação de uma nova visão institucional centrada na criação de plataformas de intercâmbio artístico e na intensificação da relação com as comunidades.
Anteriormente, integrou a Wellcome Collection, em Londres, onde dirigiu um programa artístico dedicado à exploração das relações entre arte, saúde e sociedade. Na FACT Liverpool (2012-2019), enquanto Diretora de Programa, liderou o desenvolvimento de uma programação de referência internacional focada no impacto das culturas e tecnologias digitais. Fez ainda parte da equipa fundadora do LABoral Centro de Arte y Creación Industrial, em Gijón, contribuindo para a definição e implementação do seu projeto fundador.
É licenciada em História da Arte pela Universidade Complutense de Madrid e mestre em Cultura Visual pelo Goldsmiths College, da Universidade de Londres. É também antiga participante (alumna) do prestigiado Clore Leadership Programme, dedicado à formação de líderes no setor cultural.

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