MARCO PIRES

Sem título, 2017. Grafite s/papel, 39x44 cm. Courtesy: Fonseca Macedo – Arte Contemporânea

MARCO PIRES

Alcobaça, Portugal, 1977

FONSECA MACEDO – ARTE CONTEMPORÂNEA

Mapeando paisagens, Marco Pires (Alcobaça, 1977) utiliza o verso de impressões de mapas antigos para desenhar a grafite cenários possíveis da região representada no mapa que, por estar no verso do desenho, não pode o observador reconhecer. Há nestes desenhos um jogo do artista com o observador, de encobrir a situação geográfica e de a apresentar como paisagem idealizada. Por outro lado, o desenho constrói um campo especial de subjectividade.
Sabemos que o Mapa é uma abstração e que só numa escala de 1/1 é que seria a representação do real. Assim, os mapas são por mais rigorosos que sejam, sempre uma interpretação política, uma visão do vencedor ou do vencido, uma projeção do futuro.
Em 2015, João Pinharanda escreveu: “Antes de percebermos do que trata o trabalho de Marco Pires, somos seduzidos pelas suas qualidades plásticas e visuais”.