LUÍS NOBRE

Walskape II, 2018. Tinta da China, grafite, aguarela e lápis sobre papel e cartão, 32 x 17 cm. Cortesia: Carlos Carvalho Arte Contemporânea, Lisboa

LUÍS NOBRE

Lisboa, Portugal, 1971

Apresentedo por CARLOS CARVALHO ARTE CONTEMPORÂNEA

Para Luís Nobre o desenho é o fio aglutinador que coloca em diálogo aberto significados de épocas diferentes, figurações, geometrias ou outros elementos formais, e que é desenvuelto não no sentido de catalogar mas de articular e estruturar um pensamento. O desenho reconecta ideias e conceitos, circunscreve unidades, enuncia complexidades e descreve relações. A subjectividade inerente à prática do desenho, ao processo de apropriação das formas e a sua fase de integração, segue um raciocínio que é próprio deste artista porque só este delimita o campo da obra e decide quando esta está concluída. Deste modo, o trabalho de montagem de cada peça instalativa é uma acção performativa do artista em diálogo com a experiência do espaço e o vocabulário de formas que dispõe.